quinta-feira, 13 de março de 2008

Posso gozar um bocado com isto?..

Olá amiguinhos!
Ora estando eu fartinho até aos cabelos desta sovietismo que assola o blog de tempos a tempos resolvi fazer uma análise a todos os comentários que vão surgindo no ciber-espaço valverdense para decifrar, o que é então, o Soviético Modelo.
A análise baseia-se nas apreciações dos anónimos, e nos próprios anónimos também. Dois pontos:

O perfeito soviético jamais terá concorrido à Junta de Freguesia sem a ter ganho. Todos os que o fizeram deviam ter sido escorraçados de forma a jamais ocuparem qualquer papel na vida pública valverdense. A queima na fogueira era uma boa opção.

O perfeito soviético ama a sua Igreja (edifício) mais que tudo. Está disposto a gastar dinheiro do próprio bolso, e a perder tempo na reconstrução da Igreja, uma vez que ela é do povo, ou dos antepassados, ou antiga, ou não sei...
O perfeito soviético não vai à missa, mas é dono da Igreja.

O perfeito soviético tem conhecimento absoluto da contabilidade de todas as instituições, associações, empresas, e indivíduos de Valverde. Desta forma o perfeito soviético sabe quem rouba, aproveita, tiraniza e faz a vida sem trabalhar. Não denuncia porque... coiso. E tal...

O perfeito soviético, se estivesse à frente do que quer que fosse, agradaria a todos, sem excepção. Ele é o supra-sumo da clarividência. A sua energia não se esgota e faria melhor que todos juntos, pois ele é, e passo a redundância, perfeito.

O perfeito soviético, no seu dia-a-dia, não tolera incumprimentos da lei. Declara tudo às Finanças, cumpre o código da estrada, e não faz dívidas em lado algum. Participa em todas as assembleias de Junta de Freguesia, assembleias de colectividades, e faz separação de lixo para a reciclagem.

O perfeito soviético não precisa de tratar os outros com educação, não aceita pontos de vista contrários e não é capaz de expressar as suas opiniões sem diminuir os outros, porque ele é... perfeito, isso mesmo.

O perfeito soviético tem consciência social. Apoia a sua comunidade, respeita os espaços públicos e faz-se ouvir perante qualquer atrocidade que a sua aldeia sofre.

O perfeito soviético, antes de comer, certifica-se que os velhinhos do Centro de Dia comem o mesmo ou melhor do que ele, assim manda o ultra-comunismo.

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O perfeito soviético é um perfeito português que continua a acreditar no 25 de Abril, mas só na parte que diz que tem que ter o mesmo que os outros, porque a outra parte que diz que todos têm que trabalhar o mesmo não lhe interessa. Não tolera que o vizinho tenha um carro melhor e arranja qualquer aldrabada para justificar a merda de carro que conduz. Acredita que detém, sozinho, a verdade toda do mundo, apesar de a ter ouvido apenas de si próprio. Não põe jamais a hipótese de estar errado porque é Deus de si próprio.
Estou farto deste país, e acho que as coisas têm que ser mudadas em nossa casa para que possam mudar globalmente, mas vejo toda a gente a comportar-se da mesma forma de sempre. Não é com o falar mal do viziho que o vizinho vai mudar. O vizinho vai cagar ainda mais na conversa pois só lhe está a ser dada razão pelas suas acçoes. Fazem falta espelhos! As pessoas têm que começar a criticar-se a si próprias para depois criticar os outros, porque, amigos, ninguém é perfeito nem ninguém tem razão absoluta em nada do que diz.

P.s: Perdeu-se mais uma vez no blog a oportunidade de debater, positivamente, um assunto importante para a aldeia. A aproximação foi errada e a linguagem mal escolhida.
O blog tornou-se uma praça de insultos em vez do espaço de discussão que estava previsto. Os comentários foleiros espantaram os espíritos alegres que por aqui andavam, e perdendo a coisa a piada, os que ficaram esmoreceram. Não era esta a minha ideia, mas blog aí está. À imagem da sua terra, constantemente desperdiçado.

P.s.2: Desculpem lá o testamento...

12 comentários:

  1. Amigo Tito.O melhor é mesmo levar estas coisas a brincar. Não vale a pena um gajo chatear-se, só levamos para trás... Gostei da análise. Abraço

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  2. João Paulo Brito, travessa das necessidades, Covilhã e infelizmente filho de gente dessa terriola que ninguém já consegue perceber. Se critica critica se não critica não critica fo...13 março, 2008 17:12

    Ia bela análise mas é tu? não és critico de ninguém. Se não quisesses não ponhas blog no ar. Aqui houve de tudo , as ofensas não foram por ali além. Querias que 3xl e outros com opiniões diferentes fossem criticados e sensurados sem se defender, quem ofendeu foi o outro blog ou tu és mal intencionado e sem tola? Deves ser muito perfeitinho por escrever-se assim versos filosóficos. Sem ofensa, se não querias não colocassem tema polémico ou temas polémicos no blog. Também já foste critico e bem critico ou é preciso relembrar-te?

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  3. Eh pá, versos filosóficos! Aqui tudo depende do ponto de vista, caro João Paulo. Se objectivo é ser ouvido, é preciso ser educado. Se o objectivo é apenas mandar bocas, então.. olhe, não sei que lhe diga. Diga-me você se vale a pena. Eu acho que não.
    E acho que é uma vergonha os de fora que vêm ler os blogs da terra, lerem a bacorada que andaram a fazer no blog da Igreja.
    Outra coisa, o blog de Valverde, apesar de tudo, ainda não tem censura. Já teve porque se chegou ao insulto pessoal, tal como desta vez. Mas acho que ainda é um espaço livre. E isso por si só vale muito. Por isso também eu posso desabafar em relação a isto tudo, e posso usar o nível de linguagem que quiser. Se o debate tivesse sido produtivo teria todo o gosto em participar, mas como já sabia que seria assim... nem me manifesto. Só peço um bocadinho de moderação, não a exijo.

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  4. Eu concordo e faço mea culpa. Todos devíamos fazer, tal como um acto de contricção e não adianta mudar de nomes e publicar as mesmas tretas que, pela linguagem, já todos vão conhecendo quem piblica o quê.

    Por exemplo, e como aparte, parece-me que que o "ouvi bem" se assemelha a um "diabo" que por aí andava... mas posso estar enganado

    Pode ser que com o tempo isto melhore. Até lá, "ajudai-me a não tornar a pecar"

    Da minha parte, segue outro período sabático.

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  5. Esqueci-me de dizer que, do ponto de vista literário, está muito fixe o texto

    Ah! E para os mais zelosos da língua portuguesa, no meu comentário, onde se lê piblica deve ler-se publica.

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  6. Diábo Diabólico13 março, 2008 20:31

    Não confundam as coisas, o povo ou quem mais lê este Blog, eu não sou o "ouvi bem", que anda por mas gente descontente mas com receio pois por cá não se censura com cortes de comentários mas "censura-se" e grandemente, as pessoas que têm opiniões contrárias, de muitas outras formas como se pode ver!

    Atalham todos os que se manifestam contráriamente aos interesses e poderes instalados em vez de combaterem ou contra-argumentarem os seus comentários e posts!

    Só se pode chegar a uma obvia conclusão:
    tudo o que por mim tem sido afirmado, pelo ANJINHO, pelo OUVI BEM e por muitos anónimos e alguns identificados è absoluta verdade e não existe contra-argumentação válida.

    Enfim, abram os olhos, a não ser que tenham interesse em os manter fechados.

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  7. Eu acho que a única forma de censura possível num blog é mesmo o corte dos comentários. Quem quiser pode tornar-se membro do blog, os comentários não estão sujeitos a pré-aprovação, nem restringidos a membros do Blogger... Não estou a ver a censura.

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  8. Caro Tito_C acho esta está bem escrita mas está muito mal metida!!!
    Embora tenhas a intenção de esventrar os anónimos a verdade è que alguns deram opiniões válidas e se não concordavas com elas as devias ter analisado/criticado e não ridicularizar as pessoas em si, pois mesmo os possíveis alvos das afirmações quase não se manifestaram. Os que o fizeram também se apresentaram anónimos e de uma forma bastante ordinária, inclusive o autor do Blog da Igreja que ninguém sabe quem è, e estes últimos não os presenteaste com a tua análise.
    O teu Post bem lido acaba por ser um tiro no próprio pé, tu que ès bastante critico das instituições da terra e não só, mas também um tiro em todos os que identificadamente se têm indignado com esta questão da Igreja.
    Posso ainda afirmar orgulhosamente que muitos dos comportamentos que atribuis ao Perfeito Soviético eu também os tenho e caso se julgue necessário em uma outra qualquer redacção os poderei identificar embora não me pareça relevante.
    Só espero que não tenhas enterrado de vez a discussão que se mantinha sobre o assunto da Igreja e as afirmações que têm sido proferidas por todos, no Blog e fora dele.
    Mas com o meu feitio, se calhar estou mais uma a ver a coisa de um ângulo diferente dos demais!
    Abraço

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  9. Sou crítico, sim, mas daí a andar a achincalhar os outros nos blogs e na rua vai uma grande distância. Não me pronunciei aqui sobre o alargamento da igreja porque é um assunto que não me diz respeito, quem fôr de opinião contrária que se manifeste.
    Mas acho-me no direito de manifestar o meu desagrado a como tudo isto se desenrolou. Pá, se é assim que é bem. Força nisso. Se acham o post ofensivo eu apago-o. Vou pra "chatbox" chamar bosta ao pessoal, com outro nick. Esse aí ninguém o criticou.

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  10. Comentando mais concretamente o post, isto de ser-se Soviético não é diferente de ser-se de qualquer outro lugar. O soviético dá é mais a cara, é mais activo socialmente, e fala mais sobre tudo. De resto temos os mesmos defeitos e as mesmas virtudes que os outros povos.

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  11. Hello. This post is likeable, and your blog is very interesting, congratulations :-). I will add in my blogroll =). If possible gives a last there on my blog, it is about the MP3 e MP4, I hope you enjoy. The address is http://mp3-mp4-brasil.blogspot.com. A hug.

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  12. Ilustres peixes do meu mar, falo convosco, quase pela mesma razão, que padre António Vieira falava com os dele. Atendendo ao apelo que é feito, para que os habitantes de Valverde participem mais na blogosfera, dando opinião sobre os diversos temas, aqui vos deixo a minha;

    Olhai, peixes, lá do mar para a terra, que com tanta facilidade de aceder a livros e a outros meio de cultura e informação, é possível encontrar um sítio em Portugal, onde as pessoas não se importem de ser chamadas “soviéticas”! Acredito que muita gente, possa não saber praticamente nada sobre a U.R.S.S., pois de outra forma já mais aceitariam tal comparação. O regime das repúblicas socialistas soviéticas era ditatorial, comunista e imperava nele a falta de humanismo, razões mais que suficientes para que não se tenha orgulho em aceitar tão detestável nome. Cuidais peixes, que alguém tendo conhecimento deste facto histórico – político, e mesmo assim consinta a infeliz comparação, em meu entendimento estamos perante um problema de insanidade mental.


    Outra coisa mais importante, que tanto ou mais me desedifica , quanto me lastima em muito dos sábios iluminados da história e da restauração valverdense, é que para além do conhecimento nessa área, têm o saber jurídico que lhes permite opinar e julgar se o património da Igreja é publico ou privado, é do povo ou do património da própria Igreja. A Concordata é o tratado internacional celebrado entre a Santa Sé e um Estado, usualmente com finalidade de assegurar direitos dos católicos ou da Igreja Católica naquele Estado. Muitas foram assinadas quando os Estados se laicizaram, como forma de garantir direitos para Igreja e permitir sua existência em tais países. A Concordata assinada entre a Santa Sé e Portugal refere no seu nº 2 do artigo 1º, que a república portuguesa reconhece a personalidade jurídica da Igreja católica, no nº 1 do artigo 9º diz que a Igreja Católica pode livremente criar, modificar, ou extinguir, nos termos do direito canónico, dioceses, paróquias, e outras jurisdições eclesiásticas. No nº1 do artigo 24º “Nenhum templo, edifício, dependência ou objecto afecto ao culto católico pode ser demolido, ocupado, transportado, sujeito a obras ou destinado pelo Estado e entidades Públicas a outro fim, a não ser mediante acordo prévio com a autoridade eclesiástica competente e por motivo de urgente necessidade pública”. Considerai pregadores vivos e iluminados de uma cultura paupérrima e cheia de nada, que as críticas que fazeis não são mais do que um apedeutismo exacerbado, querendo algo que não vos pertence. As maledicências que dizeis sobre aqueles que com boa vontade, sacrifício e sem segundas intenções trabalham para um bem comum, não fazem sentido, assim como também, a sugestão de qualquer tipo de referendo ao povo em geral. O património que por conveniência vos dói na alma, é da Igreja e se quiserdes fazer parte dela, então participai nas actividades que dela fazem parte, sacrificai-vos por um bem comum, e podereis sim, com legitimidade opinar sobre o património do Reino do Senhor.


    Notai peixes, que se tem observado a um feroz aparecimento de “Doutores”, especialistas em História e restauro de Igrejas. Sem o mínimo de conhecimento e formação na área, acham-se capazes de criticar o projecto, sem o conhecerem minimamente e ainda pondo em causa o conhecimento e capacidade dos verdadeiros especialistas, o reverendíssimo padre, que é licenciado em história, os especialistas da direcção diocesana de arte sacra e da Câmara Municipal do Fundão, que aprovaram este fantástico projecto para aldeia. Mas peixes do meu mar, espero que os pregadores de mal dizer tenham a humildade de se informarem junto de quem sabe e no lugar da crítica gratuita e ignorante se desloquem até ao pároco da terra e se informem, pois um projecto como este já tem lugar no nosso concelho, Souto da casa e Póvoa da atalaia. Foram projectos bem sucedidos e ficou muito bem salvaguardado o património.




    Com esta última advertência vos despeço, ou me despeço de vós, meus peixes. E para que possais ir consolados do sermão, que não sei quando ouvireis outro, com tanta sabedoria e sentido de esclarecimento elevado, me despeço com amizade e com a convicção de que a mentalidade, é a grande urgência para ser restaurada e alargada nesta terra de sabedores que nada sabem.

    Jorge Roque

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