quarta-feira, 12 de março de 2008

DESAFIO

No blog da Igreja, à falta de argumentos, começaram os ataques pessoais.

Para quem me conhece, não estou minimante a fim de me chatear com isso, até porque tenho muito mais com que me enterter.

Faço este Post porque quero divulgar aqui publicamente o desafio que lancei aos mentores das obras de alargamento da igreja.

Antes de mais, lembro aqueles que não gostam de ler mais que 5 linhas que, pessoalmente, defendo o RESTAURO, não a RUINA e que lá por não ir à missa não deixo de ter direito a ter opinião. Era o que faltava....

O desafio é simples:

Já que são pessoas tão crentes, tão defensores dos valores critãos e tão democratas,

DESAFIO-VOS A REALIZAR UM REFENRENDO À POPULAÇÃO, VIA VOTO SECRETO COM A SEGUINTE PERGUNTA:


CONCORDA COM AS OBRAS DE ALARGAMENTO DA IGREJA MATRIZ?


Tão simples quanto isso, responde-se SIM ou NÃO

Comprometo-me a ajudar na realização desse refendo, até pago do meu bolso as fotocópias dos bultins de voto.

QUALQUER QUE SEJA O RESULTADO deverá ser aceite como veredito popular e não haverá mais discussão.


Perante os resultados terão toda a legitimidade do mundo para fazer aquilo que bem entenderem.


Até obter uma resposta IDENTIFICADA não falarei mais neste assunto que, confesso, já me cansa....


Abraço


Segue um comentário que publiquei no blog da igreja


"Caro amigo anónimo (mais um).
Sou católico porque fui baptizado e, de facto, não vou a missa porque me assumo convictamente ATEU. Ou seja, não acredito em Deus e muito menos nas religiões. Mas o que está em causa aqui não são as minhas convicções religiosa mas, pelos vistos, a minha moralidade. Fique sabendo caro anónimo, que de moralidade, não espero lições de ninguém. Nem do Sr. nem sacerdote nenhum, seja qual for o seu credo. Saiba caro amigo que pelo facto de não ir à missa, não defendo menos o direito à prática religiosa, muito pelo contrário. Defendo o direito à religião (a todas) e à sua prática da mesma forma como defendo a pluralidade étnica, cultural e racial. Por isso, ao mesmo título que o senhor, defendo que a igreja tenha condições dignas de receber os fiéis na sua prática religiosa. Não defendo é o seu alargamento nem a sua descaracterização. Espero bem fazer-me entender nesse ponto e lamento se o uso da ironia no meu comentário anterior baralhou a sua compreensão. Criar condições e dar uma cara nova ao edifício não tem de implicar essas obras. Quanto ao gasto de dinheiro ser pelo bem do povo, caro amigo, quando é pelo bem do povo, eu estou sempre de acordo, seja lá o que para si povo quer dizer. Saibam Srs anónimos que, contrariamente a V. Exas., aquilo que apregoo aqui é a necessidade de diálogo, a minha campanha serve para picar quem não concorda para que, como eu, também se manifestam. Contrariamente a V. Exas., não tento impingir a minha opinião como sendo a VERDADE SUPREMA. Contrariamente aos Srs anónimos, não faço juízos de valores nem rotulo crentes ou defensores de seja o que for. Defendo, isso sim, o direito ao diálogo e daqueles que têm uma opinião contrária. Mas sabe caro amigo, a democracia nunca foi propriamente um valor defendido pela sua religião o que explica a recusa em aceitar opiniões contrárias e explica certas atitudes e ataques. Quando se esgotam os argumentos passa-se ao ataque pessoal, é tão típico da nossa terrinha. Se são tão democratas, corajosos e defensores dos valores cristãos, lanço-vos um desafio. Façam um refendo sobre o alargamento. Pergunte, por meio de voto secreto, a todos os valverdenses se concordam ou não. Faça isso. Seja qual for o resultado aceitá-lo-ei. Desafio-os a fazer o mesmo. Não me venha dar lições de ética e moral amigo, para esse peditório já dei…..


(Já agora, a última frase do meu comentário anterior foi retirado da Bíblia. Sim, dessa mesmo)"

8 comentários:

  1. Apoiado, vamos lá a ver a pluraridade, tolerância e o bem fazer das pessoas de Valverde.
    O referendo è a forma mais real e isenta de uma vez por todas se saber o que pensa o povo desta terra, quer queira ou não se queira è quem deve realmente mandar na Igreja como em outras terras esse exemplo foi dado, que mais não seja pelo facto de terem sido os nossos antepassados a dar suor, sangue e lágrimas pela construção deste templo.

    já agora e para que não sobrem duvidas NUJOROCA = NUno JOrge ROque CArdoso

    ResponderEliminar
  2. Então "vosse"3xl ficou impressionado com tanta cultura do anónimo católico não ateu, frequentador assíduo da missa aos domingos e que não pode lá ir mais vezes porque não tem onde se aquecer e onde fazer necessidades sobretudo em dias grandiosos e festivos? Também fiquei, até estou traumatizado com tanta sabedoria, ainda não me recompus do estado de choque moral em que me encontro.
    Miguel Salvado

    ResponderEliminar
  3. Para quem se diz ateu não está nada mal amigo 3xl, pelos vistos sabes mais tu da bíblia do que aqueles que vão todos!!! os domingos ouvir sermões????.
    Aquela ideia do Tito c em relação a abrir um centro comercial ou comes e bebes, já não me recordo bem e não me apetece reler tudo de novo, na referida coitadinha condenada ao alargamento até já tem sentido, o rapaz não anda lá longe, não.
    Mas prontos, como a ideia foi dele já retirou o efeito surpresa nos demais inteligentes do alargamento. Ai desculpem não queria dizer isto, queria dizer nos guardiãs da verdade suprema.
    João Paulo Brito

    ResponderEliminar
  4. Parece que a tirania e a falta de democracia na paroqui de valverde se manifesta cada vez com mais força, como um episódio que ocorreu muito recentemente.

    Um membro da Comissão Fabriqueira e da Direcção do Centro, convidado para esse lugar para pelo Padre, disse em lugar público e para quem quis ouvir que vão fazer o que bem entenderem e que não precisam do povo de Valverde, eles è que mandam e não têm que dar satisfações a ninguém.

    Esse comportamente è mais uma vez revelador do facto de o Padre e todos os membros da Comissão Fabriqueira e Direcção do Centro (-1) não serem de Valverde nem têm cá terem raizes, por isso è que se comportam com este dedém e falta de respeito pelo Povo de Valverde!!!

    Também sei e está à vista da população que todos os membros da Comissão Fabriqueira e Centro de Dia têm feito boas vidas e negocios muito à custa do Povo de Valverde o que têm que acabar, há lá mesmo gente que nem emprego tem ou teve e safa-se sem problemas!

    Têm então que se fazer algumas perguntas:
    - Porque è que estas pessoas que nem de cá são têm este poder e não deixam ninguém mais entrar na direcção destas instituições?
    - Quem controla o dinheiro destas instituições?
    - Quem controla as contratações e as compras delas?
    - E o novo centro vai beneficiar quem em 1º lugar?

    P.S. - ainda não me tinha metido nisto mas as afirmações proferidas pelo Membro da Comissão Fabriqueira, que tem feito boas vendas cá na terra, revoltaram-me. Também me não identifico para já porque posso ter retaliações no emprego.

    ResponderEliminar
  5. Vao mas é trabalhar

    ResponderEliminar
  6. Anónimo disse...
    É pá, não me levem a mal, mas como é que "vosses" respondem a um anónimo tão crente e tão sábio. Vamos todos a Fátima, a Lisboa, a Alcobaça, Braga... a Lourdes a Santiago de Compostela e fazê-los ver que existe progresso nas obras ancestrais:sinos eléctricos, sanitários nas igrejas, aquecimentos centrais. Valverde descobriu o porquê da existência de existir em Portugal 90% de crentes não praticantes. Não dão às pessoas condições de ir à missa. Valverde é um fenómeno a nível interno e internacional:é a única terra onde o número de fiéis triplicou nos últimos trinta anos. Que grande milagre!!!
    Vai ter uma igreja multiusos!!!Não vale a pena ficar no adro enquanto se disse a missa, porque a partir de agora já se poderão comentar a vida, o desporto e outros assuntos de grande interesse dentro da igreja"alargada" porque vai ter outras condições de conforto que os primeiros cristão nunca tiveram: o calor de um aquecimento central e não o da fé. Viva!
    Valverde a diocese episcopal, concorda ou não concorda? Deixe a sua votação neste blog (o da igreja )para uma maior revendicação junto das identidades eclesiásticas competentes.
    Anónimo:M.S: Miguel Salvado, não ateu, um pouco praticante, católico e baptizado em Valverde.

    12 de Março de 2008 8:05

    Postado no blog da igreja

    ResponderEliminar
  7. Desculpem a franqueza, mas não acham que o mais importante disto tudo é saber se existe dinheiro para a obra, todos dão opinião, todos falam sobre a ampliação ou não, mas já alguem se lembrou se existe dinheiro para financiar uma obra destas???
    Se calhar não é necessária tanta polémica...
    Já pensaram nisso?

    ResponderEliminar
  8. Ilustres peixes do meu mar, falo convosco, quase pela mesma razão, que padre António Vieira falava com os dele. Atendendo ao apelo que é feito, para que os habitantes de Valverde participem mais na blogosfera, dando opinião sobre os diversos temas, aqui vos deixo a minha;

    Olhai, peixes, lá do mar para a terra, que com tanta facilidade de aceder a livros e a outros meio de cultura e informação, é possível encontrar um sítio em Portugal, onde as pessoas não se importem de ser chamadas “soviéticas”! Acredito que muita gente, possa não saber praticamente nada sobre a U.R.S.S., pois de outra forma já mais aceitariam tal comparação. O regime das repúblicas socialistas soviéticas era ditatorial, comunista e imperava nele a falta de humanismo, razões mais que suficientes para que não se tenha orgulho em aceitar tão detestável nome. Cuidais peixes, que alguém tendo conhecimento deste facto histórico – político, e mesmo assim consinta a infeliz comparação, em meu entendimento estamos perante um problema de insanidade mental.


    Outra coisa mais importante, que tanto ou mais me desedifica , quanto me lastima em muito dos sábios iluminados da história e da restauração valverdense, é que para além do conhecimento nessa área, têm o saber jurídico que lhes permite opinar e julgar se o património da Igreja é publico ou privado, é do povo ou do património da própria Igreja. A Concordata é o tratado internacional celebrado entre a Santa Sé e um Estado, usualmente com finalidade de assegurar direitos dos católicos ou da Igreja Católica naquele Estado. Muitas foram assinadas quando os Estados se laicizaram, como forma de garantir direitos para Igreja e permitir sua existência em tais países. A Concordata assinada entre a Santa Sé e Portugal refere no seu nº 2 do artigo 1º, que a república portuguesa reconhece a personalidade jurídica da Igreja católica, no nº 1 do artigo 9º diz que a Igreja Católica pode livremente criar, modificar, ou extinguir, nos termos do direito canónico, dioceses, paróquias, e outras jurisdições eclesiásticas. No nº1 do artigo 24º “Nenhum templo, edifício, dependência ou objecto afecto ao culto católico pode ser demolido, ocupado, transportado, sujeito a obras ou destinado pelo Estado e entidades Públicas a outro fim, a não ser mediante acordo prévio com a autoridade eclesiástica competente e por motivo de urgente necessidade pública”. Considerai pregadores vivos e iluminados de uma cultura paupérrima e cheia de nada, que as críticas que fazeis não são mais do que um apedeutismo exacerbado, querendo algo que não vos pertence. As maledicências que dizeis sobre aqueles que com boa vontade, sacrifício e sem segundas intenções trabalham para um bem comum, não fazem sentido, assim como também, a sugestão de qualquer tipo de referendo ao povo em geral. O património que por conveniência vos dói na alma, é da Igreja e se quiserdes fazer parte dela, então participai nas actividades que dela fazem parte, sacrificai-vos por um bem comum, e podereis sim, com legitimidade opinar sobre o património do Reino do Senhor.


    Notai peixes, que se tem observado a um feroz aparecimento de “Doutores”, especialistas em História e restauro de Igrejas. Sem o mínimo de conhecimento e formação na área, acham-se capazes de criticar o projecto, sem o conhecerem minimamente e ainda pondo em causa o conhecimento e capacidade dos verdadeiros especialistas, o reverendíssimo padre, que é licenciado em história, os especialistas da direcção diocesana de arte sacra e da Câmara Municipal do Fundão, que aprovaram este fantástico projecto para aldeia. Mas peixes do meu mar, espero que os pregadores de mal dizer tenham a humildade de se informarem junto de quem sabe e no lugar da crítica gratuita e ignorante se desloquem até ao pároco da terra e se informem, pois um projecto como este já tem lugar no nosso concelho, Souto da casa e Póvoa da atalaia. Foram projectos bem sucedidos e ficou muito bem salvaguardado o património.




    Com esta última advertência vos despeço, ou me despeço de vós, meus peixes. E para que possais ir consolados do sermão, que não sei quando ouvireis outro, com tanta sabedoria e sentido de esclarecimento elevado, me despeço com amizade e com a convicção de que a mentalidade, é a grande urgência para ser restaurada e alargada nesta terra de sabedores que nada sabem.

    Jorge Roque

    ResponderEliminar