Este é que é o género de política e de gestão que é preciso seguir. Parabéns!
Reproduzo aqui o artigo do Diário XXI.
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| Sexta-Feira, 04 de Julho de 2008 |
Quatro antenas principais e outras dez mais pequenas espalham pela aldeia o sinal que já chegou a ter 60 utilizadores em simultâneo, numa aldeia onde moram cerca de 700 pessoas |
| Texto e fotos: Luís Fonseca A Capinha, no concelho do Fundão, é uma aldeia do Interior, no meio rural, como tantas outras. Mas há pelo menos uma característica que a diferencia: tem Internet gratuita sem fios em todo o perímetro urbano. A Junta local investiu 2500 euros em equipamento com o apoio do Programa Operacional da Sociedade do Conhecimento - para além de 100 euros mensais em assinaturas. “Depois de uma fase de testes, o sinal está estabilizado há três meses”, explica Rogério Palmeiro, presidente da Junta. Quatro antenas principais e outras dez mais pequenas espalham pela aldeia o sinal que permite a qualquer pessoa aceder com uma largura de banda média de oito megabits por segundo (Mbps). A ambição era ter uma rede Wimax, “que garante melhor cobertura”, mas Rogério Palmeiro queixa-se da falta de apoios para financiar um projecto baseado naquela tecnologia de redes sem fios, ainda em fase de expansão. UM MELHORAMENTO COMO QUALQUER OUTRO Rogério Palmeiro encara o investimento em Internet gratuita de uma forma tão natural como outros melhoramentos na freguesia. “Temos promovido acções de formação e abrimos uma sala de leitura e multimédia, onde há oito computadores para trabalhar e aceder à Internet, 24 horas por dia. Hoje em dia temos que levar as tecnologias de informação a toda a gente”, justifica. Cláudia Abrantes, funcionária da Junta de Freguesia, de 41 anos, diz que está a pensar abandonar o serviço de ADSL e telefónico que subscreve em casa. “Temos Internet gratuita e funciona bem. E é pelo Messenger que falo com a minha família em França e em Lisboa”, justifica. A Internet é especialmente útil agora que está prestes a cumprir o 12º ano graças ao programa Novas Oportunidades. “Faço lá muita pesquisa”, destaca. Foi também essa a principal utilidade que lhe deu a amiga Adelaide, de 40 anos, que no último ano conclui o 9º ano de escolaridade. Adelaide e Cláudia conversam também através do Messenger. E não são as únicas que, apesar de viverem na mesma aldeia, ao virar da esquina, por vezes preferem comunicar na Internet. Colaborador para fazer “reset” “Já chegámos a ter 60 utilizadores em simultâneo”, valor que considera “assinalável”, numa aldeia onde vivem cerca de 700 pessoas. “Às vezes o sinal vai abaixo, mas temos sempre um colaborador pronto a tratar da religação do equipamento”, salienta. Forasteiros vão apanhar a Net Na praça central da Capinha, hoje já ninguém estranha ver meia-dúzia de forasteiros dentro de carros a usar computadores portáteis. “Ao princípio ainda desconfiámos. Eram desconhecidos que andavam sempre por ali”, confessa Rogério Palmeiro, presidente da Junta de Freguesia. “Depois percebemos que vinham à aldeia para usar a Internet gratuita sem fios”. |

